terça-feira, 21 de março de 2017
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
LH ADVOGADOS OBTÉM CONDENAÇAO FAVORÁVEL A VÍTIMA DE ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO
Em ação patrocinada pelo escritório Lyra & Horta Advogados, um motorista embriagado foi condenado ao pagamento da quantia de R$ 9.320,00, valor relativo a motocicleta, bem como R$ 5.000,00 a título de danos morais experimentados pelo autor, em razao dos ferimentos e demais consequencias advindas do acidente.
Na sentença, o magistrado destacou que além da compensação material, "o fato também enseja a reparação por danos morais. O requerente sofreu diversosferimentos em razão do acidente. Levando em conta tais fatos, além do fator de desestímulo, arbitro o valor da reparação em R$5.000,00".
Segundo o sócio proprietário do escritório, Richard Paes Lyra Junior, a reparação pelos danos experimentados pela vítima representam mínimo conforto pelos transtornos causados, servindo como paradigma para inibir a imprudencia e servir de ferramenta para contribuir para a educação no trânsito.
Para mais informações acesse: https://esaj.tjsp.jus.br/cpopg/show.do?processo.codigo=8W0003KH70000&processo.foro=320&uuidCaptcha=sajcaptcha_4123bc44cfb24fd68ecc079988abd285
O fato também enseja a
reparação por danos morais. O requerente sofreu diversosferimentos em
razão do acidente. Levando em conta tais fatos, além do fator
de desestímulo,arbitro o valor da reparação em R$5.000,00.
O fato também enseja a
reparação por danos morais. O requerente sofreu diversosferimentos em
razão do acidente. Levando em conta tais fatos, além do fator
de desestímulo,arbitro o valor da reparação em R$5.000,00.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
DA LIVRE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO E AS VEDAÇÕES IMPOSTAS NAS OLIMPÍADAS DO BRASIL
Neste mês foram iniciados os jogos olímpicos no Brasil e com eles uma enorme polêmica em torno
das manifestações de caráter político. É que as costumeiras vaias e
demonstrações de contrariedade ao Governo foram reprimidas pelos
organizadores do evento e autoridades policiais nas praças
esportivas.
Com fundamento na Lei
nº 13.284/16, restaram vedadas quaisquer manifestações de caráter xenófobo,
discriminatório, racistas e mensagens agressivas. À evidência que
nenhuma Nação deve tolerar tais afirmações, que a propósito já
constituem condutas típicas no Código Penal Brasileiro, porém a
tipificação aberta descrita nos incisos IV, V e X do artigo 28 da Lei nº
13.284/16 abriu espaço para censuras de cunho político, fato
manifestamente reprovável de acordo com o artigo 5º, IV, e § 2º do artigo 220 da
Constituição Federal.
A livre manifestação
de pensamento constitui uma das principais conquistas da Carta Magna de
1988, assegurando o direito de expressão do cidadão, mormente no que diz
respeito à manifestação sobre questões de natureza política.
A
inconstitucionalidade e o equívoco legislativo são latentes, ao ponto do
§1º do artigo 28 daquele diploma fazer do princípio da liberdade
de manifestação do pensamento uma exceção nas arquibancadas dos jogos,
reduzindo sua eficácia de acordo com a vontade do legislador infraconstitucional, ensejando
verdadeira violação a direito fundamental do cidadão.
Correta
a manifestação da Justiça Federal fluminense que concedeu a liminar
requerida pelo Ministério Público Federal – MPF e suspendeu os efeitos
dos dispositivos manifestamente inconstitucionais.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL POR DEMORA NO REPARO DE VEÍCULO
INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL TEM CARÁTER PREPONDERANTEMENTE COMPENSATÓRIO E O QUANTUM INDENIZATÓRIO APRESENTA UMA FINALIDADE PEDAGÓGICA.
Recente decisão patrocinada pelo
escritório Lyra & Horta Advogados condenou a Ford Motor Company
Brasil Ltda à indenização por danos morais, em razão de relevante demora
para conserto de veículo em plena garantia.
No caso, a recusa em consertar o veículo,
configurou total descumprimento da garantia do veículo, também
prejudicando as vendas do Autor, que trabalhava com vendas externas.
Foi ainda considerado na sentença o longo
período em que o consumidor ficou sem a disponibilidade do veículo, bem
como os extremados aborrecimentos experimentados nas diversas vezes que
foi obrigado a comparecer à concessionária local, inclusive com a
utilização de guincho.
Assim, sopesando os argumentos descritos na ação, o Judiciário determinou que a montadora indenizasse o Autor em R$ 15.760,00 – além juros moratórios, atualização monetária e custas de honorários advocatícios na ordem de 20% sobre o valor da causa.
Decisão:
Autor: Ford Motor Company Brasil Ltda
Autor: Ford Motor Company Brasil Ltda
“(...)
No caso dos autos, evidente que a
relevante demora para o conserto do veículo não se trata de episódio que
traduza situação de mero aborrecimento. Este é passageiro e faz parte
da vida diária das pessoas. Não maltrata o seu íntimo, a alma, como
ocorre quando os fatos são extraordinários, singulares, como se
revelaram os que serviram de fundamento ao pedido inicial.
O ressarcimento do dano moral tem caráter
preponderantemente compensatório, proporcionando-se uma reparação
razoável ante o sofrimento experimentado. Indiretamente, contudo, o
quantum indenizatório apresenta uma finalidade punitiva, na medida em
que serve como desestímulo ao ofensor. Considerando a ausência de
critérios legais para estipulação do montante da reparação, a
jurisprudência estabeleceu parâmetros que devem orientar o arbitramento
judicial, quais sejam, a situação econômica da vítima; a intensidade de
seu sofrimento; a gravidade, natureza e reflexos da ofensa; o grau de
culpa e a condição financeira do ofensor.
Sopesando tais balizamentos e
considerando as peculiaridades do caso concreto, reputo adequado o
arbitramento de indenização em valor correspondente a R$ 15.760,00, o
qual atende de forma razoável aos critérios anteriormente enumerados
(principalmente o disposto no art. 18, § 1°, inciso III, do CDC,
correspondendo a cerca de 30% do valor do veículo), bem como porque,
tendo o requerente atribuído aos danos materiais e morais o mesmo valor
(e renunciando, em cada um, ao excedente, por conta da adequação ao
Juizado Especial), tal montante é o máximo que pode ser atribuído a esse
título.
Por tais fundamentos, JULGO PARCIALMENTE
PROCEDENTE esta demanda para condenar a empresa-ré a pagar ao autor a
quantia de R$ 15.760,00 a título de danos morais, valor esse a ser
atualizado pelos índices da Tabela Prática do Tribunal de Justiça a
partir desta sentença (Súmula nº 362 do STJ) e acrescido de juros
moratórios à razão de 1% ao mês, estes a contar do evento danoso (data
do início dos problemas- 20/03/2015), nos termos do artigo 398 do Código
Civil e da Súmula 54 do Superior Tribunal de Justiça. Resolvo, assim, o
mérito da lide com amparo no artigo 269, I, do Código de Processo
Civil.”
(Processo n. 1013293-11.2015.8.26.0320 – Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo)
Lyra & Horta Advogados
sexta-feira, 8 de julho de 2016
PERGUNTAS DO LEITOR
Professor,
Fiz o ultimo Exame de Ordem, o XIX e minha resposta seguiu o livro da coordenadora de civil,mas ela no espelho de prova colocou como resposta o oposto do que diz em seu livro e toda a jurisprudência.Seria como se um professor escrevesse em seu livro como se faz TNT e que se girar o botão explode .E você faz o TNT e não gira o botão e explode...Seria ensinar com o objetivo de não matar os alunos e na hora os mandar para a morte. Caberia anulação? Pois a autora do livro é a autora do espelho!
Fiz o ultimo Exame de Ordem, o XIX e minha resposta seguiu o livro da coordenadora de civil,mas ela no espelho de prova colocou como resposta o oposto do que diz em seu livro e toda a jurisprudência.Seria como se um professor escrevesse em seu livro como se faz TNT e que se girar o botão explode .E você faz o TNT e não gira o botão e explode...Seria ensinar com o objetivo de não matar os alunos e na hora os mandar para a morte. Caberia anulação? Pois a autora do livro é a autora do espelho!
(Pergunta enviada através do site Jus, no artigo entitulado "Da legitimidade do Poder Judiciário para anular quesitos de certames públicos eivados de vícios evidentes". in https://jus.com.br/artigos/21015/da-legitimidade-do-poder-judiciario-para-anular-quesitos-de-certames-publicos-eivados-de-vicios-evidentes)
Olá, Reginaldo Nunes Barbosa!
Primeiramente, agradeço a atenção com o artigo. O Judiciário tem reconhecido o vício e consequente anulação daquelas questões que possuam erros grosseiros, aferíveis num primeiro golpe de vista. Noutras palavras, aqueles quesitos que contenham erros materiais evidentes, tais como os exemplos que citei no artigo. Também se observa anulações em certames em que o Edital não contemplou expressamente as obras pelas quais o examinador baseou a formulação da questão, deixando, por exemplo, de aceitar correntes doutrinárias distintas daquela apontada como correta no espelho da prova. No caso narrado, lamentavelmente não vislumbro hipótese de anulação, uma vez que atribuir ao magistrado o exame de respostas distintas daquelas manifestadas do livro do autor seria justamente adentrar ao mérito, fato que não é permitido ao julgador. Um grande abraço e sucesso nos estudos!
segunda-feira, 4 de julho de 2016
OS 5 PASSOS DA 2ª FASE DO EXAME DE ORDEM
Na possibilidade de
você iniciar o texto na expectativa de encontrar uma fórmula mágica para
pular etapas na preparação para o Exame de Ordem, lamento desapontá-lo,
mas essa técnica mirabolante ainda não é possível. Tal como qualquer
atividade, seja de natureza intelectual, física ou laboral, a preparação
para a tão sonhada carteira rosa do advogado também requer metodologia,
repetição, disciplina e, sobretudo, empenho.
Neste propósito, o
presente artigo tem por objeto sugerir um plano de estudos que auxilie
neste longo percurso até a tão sonhada aprovação na OAB. Para isso,
estabelecemos um passo a passo com a finalidade de ajuda-lo a direcionar
seus estudos e otimizar seus resultados, desde o primeiro após a
aprovação na 1ª Etapa dia até a realização do exame
prático-profissional.
1º PASSO (ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO)
Faça uma planilha de
estudos, de domingo a domingo, face ao curto período para sua
preparação, procure encaixar grades envolvendo as seguintes atividades,
por exemplo: a) faça resumos dos livros, dedicando-se aos pontos que
julga mais relevante; b) faça redações sobre assuntos que você acabou de
ler, atentando para o português e construção do raciocínio jurídico; c)
faça simulados usando provas anteriores cronometrando o tempo gasto na
execução.
Lembre-se, o ideal é
que selecione ao menos 3 (três) obras relacionadas à disciplina
escolhida para o exame. Dê preferência às doutrinas e resumos dos quais
tenha afinidade, vez que isso facilitará o processo de conhecimento e o consequente desenvolvimento da fundamentação
jurídica a ser desenvolvida na peça-profissional e respectivas questões.
Paralelamente,
destaque 1 ou 2 dias para a leitura das Súmulas do STF, STJ e TST, se
for o caso, filtrando, apenas, àquelas que possuam pertinência com a
disciplina escolhida. Feito isso, faça a leitura diária das Súmulas
destacadas, logo após o estudo da doutrina. Isto facilitará seu
conhecimento e permitirá sua utilização na fundamentação jurídica a ser
desenvolvida, bem como nas questões.
2º PASSO (ENTENDA A DINÂMICA DA PROVA)
A confecção da
peça-profissional muitas vezes assusta o candidato, especialmente
aqueles que não tiveram a oportunidade de fazer estágio e realizar
atividades voltadas ao dia-a-dia do advogado.
Não se preocupe, há um roteiro para isso!
Isso mesmo, o Código
de Processo Civil ou Processo Penal servirá como molde-moldura para a
elaboração da peça prático-profissional. Portanto, não há outro caminho
que não seja conhecer os capítulos relativos à inicial, resposta e
recursos.
O que avaliador espera encontrar na sua prova?
a) Endereçamento correto da peça, indicando o juízo competente para sua apreciação;
b) A qualificação das partes;
c) Fundamentação para as medidas de urgência;
d) Descrição dos fatos de forma concisa, sem inventar dados;
e)
Fundamentação jurídica, utilizando argumentos doutrinários e
orientações jurisprudências, com a indicação do dispositivo que a
sustenta;
f) Descrição dos pedidos;
g) Valor da causa;
h) Data e assinatura.
3º PASSO (MEMORIZAR A FÓRMULA DA PEÇA)
Tão importante quanto
conhecer as exigências do processo civil e penal para a formulação de
iniciais, respostas e recursos é a sua aplicação na peça
prático-profissional. Para tal, “sugerimos” um espelho para nortear sua
elaboração.
Atenção para a Equação:
Peça:
após atenta leitura do texto proposto na prova, identifique a peça
profissional adequada para a solução do problema, destacando, também, o
dispositivo constitucional e legal que a sustente. Lembre-se que o
dispositivo legal a ser citado é aquele que assegura a interposição da
ação, resposta ou recurso, não o direito pleiteado.
Competência:
estabeleça com bastante cuidado o juízo competente para apreciar a
inicial ou o recurso interposto, atentando sempre que não é permitido ao
candidato inventar dados, ou seja, não indique dados fora do que foi
proposto no texto.
Pedido: novamente recorra ao “roteiro” estabelecido no CPC, contendo, em regra, o seguinte:
1) Pedido para a concessão de tutela de urgência ou evidência, com a consequente confirmação ao final do processo;
2) A confirmação da tutela de urgência ou evidência, com a consequente procedência da ação;
3) A citação do réu para responder, no prazo legal ou a notificação do impetrado para prestar esclarecimentos;
4) A condenação na sucumbência (honorários advocatícios);
5) Protestar pela juntada dos documentos que instruem a inicial;
6) Protestar pela produção das provas que pretende produzir;
7)
Estabelecer o valor da causa, conforme o proveito econômico indicado no
texto. Não havendo, deixe o espaço correspondente ao montante em
branco;
8) O fechamento “Termos em que, pede deferimento”, seguido de data e assinatura.
Fundamentação:
o fundamento jurídico que utilizará na peça profissional. Para melhor
destacar os pontos a serem abordados, sugiro que rascunhe tópicos a
serem abordados, contendo os assuntos, apontamentos legais e
doutrinários que balizarão sua redação. Isto facilitará a redação e
desenvolvimento dos pontos a serem abordado na peça.
4º PASSO (NÃO DESPREZE AS QUESTÕES)
Erro muito comum de
muitos aspirantes a profissão é centralizar atenção à peça profissional,
deixando as questões em segundo plano. É certo que a peça corresponde a
50% da pontuação da prova, mas não treinar questões discursivas, além
de ser um erro comum, é um dos fatores que mais contribuem para a
reprovação no Exame.
Muitos candidatos, por
já possuírem experiência prática, confiam todas suas fichas na peça
profissional, contando com a certeza que em, ao menos, uma questão
somará 1,25.
Errado!
Por melhor que seja
sua redação jurídica é fundamental cercar-se de que está apto a
responder as questões discursivas da melhor maneira possível.
Recordo-me de casos de
excelentes candidatos que reprovaram por “caprichar” demais na
elaboração da peça e faltar tempo para responder as questões subjetivas,
levando-os ao desespero para responder ou mesmo sequer responde-las.
5º PASSO (DESCONFIE DOS OUTROS E CONFIE EM SI MESMO)
Aproximando-se a realização do exame é muito comum o sentimento de ansiedade e insegurança.
Não cometa o erro de
muitos, ouvindo aquele “amigo” que aos 45 minutos do segundo tempo, nos
portões do local de prova solta aquelas conhecidas pérolas sobre “cartas
marcadas”, percentual de reprovação do último exame ou então sobre
aquela teoria de Direito Penal, criada na última semana na Finlândia e
que certamente repercutirá no tema das “horas in itinere”.
Fuja dos zumbis!
Confie no teu plano de
estudo, naquilo que você estudou e praticou durante todo esse mês.
Normalmente, ouvir “aquele colega” por alguns minutos fará com que você
duvide até do seu nome, fazendo com que entre em pânico mesmo em
questões tranquilas da prova.
Seja teimoso, confie no que você sabe, não no que o outro acha!
OS 5 PASSOS DA 2ª FASE DO EXAME DE ORDEM
Na possibilidade de
você iniciar o texto na expectativa de encontrar uma fórmula mágica para
pular etapas na preparação para o Exame de Ordem, lamento desapontá-lo,
mas essa técnica mirabolante ainda não é possível. Tal como qualquer
atividade, seja de natureza intelectual, física ou laboral, a preparação
para a tão sonhada carteira rosa do advogado também requer metodologia,
repetição, disciplina e, sobretudo, empenho.
Neste propósito, o
presente artigo tem por objeto sugerir um plano de estudos que auxilie
neste longo percurso até a tão sonhada aprovação na OAB. Para isso,
estabelecemos um passo a passo com a finalidade de ajuda-lo a direcionar
seus estudos e otimizar seus resultados, desde o primeiro após a
aprovação na 1ª Etapa dia até a realização do exame
prático-profissional.
1º PASSO (ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO)
Faça uma planilha de
estudos, de domingo a domingo, face ao curto período para sua
preparação, procure encaixar grades envolvendo as seguintes atividades,
por exemplo: a) faça resumos dos livros, dedicando-se aos pontos que
julga mais relevante; b) faça redações sobre assuntos que você acabou de
ler, atentando para o português e construção do raciocínio jurídico; c)
faça simulados usando provas anteriores cronometrando o tempo gasto na
execução.
Lembre-se, o ideal é
que selecione ao menos 3 (três) obras relacionadas à disciplina
escolhida para o exame. Dê preferência às doutrinas e resumos dos quais
tenha afinidade, vez que isso facilitará o processo de conhecimento e o consequente desenvolvimento da fundamentação
jurídica a ser desenvolvida na peça-profissional e respectivas questões.
Paralelamente,
destaque 1 ou 2 dias para a leitura das Súmulas do STF, STJ e TST, se
for o caso, filtrando, apenas, àquelas que possuam pertinência com a
disciplina escolhida. Feito isso, faça a leitura diária das Súmulas
destacadas, logo após o estudo da doutrina. Isto facilitará seu
conhecimento e permitirá sua utilização na fundamentação jurídica a ser
desenvolvida, bem como nas questões.
2º PASSO (ENTENDA A DINÂMICA DA PROVA)
A confecção da
peça-profissional muitas vezes assusta o candidato, especialmente
aqueles que não tiveram a oportunidade de fazer estágio e realizar
atividades voltadas ao dia-a-dia do advogado.
Não se preocupe, há um roteiro para isso!
Isso mesmo, o Código
de Processo Civil ou Processo Penal servirá como molde-moldura para a
elaboração da peça prático-profissional. Portanto, não há outro caminho
que não seja conhecer os capítulos relativos à inicial, resposta e
recursos.
O que avaliador espera encontrar na sua prova?
a) Endereçamento correto da peça, indicando o juízo competente para sua apreciação;
b) A qualificação das partes;
c) Fundamentação para as medidas de urgência;
d) Descrição dos fatos de forma concisa, sem inventar dados;
e)
Fundamentação jurídica, utilizando argumentos doutrinários e
orientações jurisprudências, com a indicação do dispositivo que a
sustenta;
f) Descrição dos pedidos;
g) Valor da causa;
h) Data e assinatura.
3º PASSO (MEMORIZAR A FÓRMULA DA PEÇA)
Tão importante quanto
conhecer as exigências do processo civil e penal para a formulação de
iniciais, respostas e recursos é a sua aplicação na peça
prático-profissional. Para tal, “sugerimos” um espelho para nortear sua
elaboração.
Atenção para a Equação:
Peça:
após atenta leitura do texto proposto na prova, identifique a peça
profissional adequada para a solução do problema, destacando, também, o
dispositivo constitucional e legal que a sustente. Lembre-se que o
dispositivo legal a ser citado é aquele que assegura a interposição da
ação, resposta ou recurso, não o direito pleiteado.
Competência:
estabeleça com bastante cuidado o juízo competente para apreciar a
inicial ou o recurso interposto, atentando sempre que não é permitido ao
candidato inventar dados, ou seja, não indique dados fora do que foi
proposto no texto.
Pedido: novamente recorra ao “roteiro” estabelecido no CPC, contendo, em regra, o seguinte:
1) Pedido para a concessão de tutela de urgência ou evidência, com a consequente confirmação ao final do processo;
2) A confirmação da tutela de urgência ou evidência, com a consequente procedência da ação;
3) A citação do réu para responder, no prazo legal ou a notificação do impetrado para prestar esclarecimentos;
4) A condenação na sucumbência (honorários advocatícios);
5) Protestar pela juntada dos documentos que instruem a inicial;
6) Protestar pela produção das provas que pretende produzir;
7)
Estabelecer o valor da causa, conforme o proveito econômico indicado no
texto. Não havendo, deixe o espaço correspondente ao montante em
branco;
8) O fechamento “Termos em que, pede deferimento”, seguido de data e assinatura.
Fundamentação:
o fundamento jurídico que utilizará na peça profissional. Para melhor
destacar os pontos a serem abordados, sugiro que rascunhe tópicos a
serem abordados, contendo os assuntos, apontamentos legais e
doutrinários que balizarão sua redação. Isto facilitará a redação e
desenvolvimento dos pontos a serem abordado na peça.
4º PASSO (NÃO DESPREZE AS QUESTÕES)
Erro muito comum de
muitos aspirantes a profissão é centralizar atenção à peça profissional,
deixando as questões em segundo plano. É certo que a peça corresponde a
50% da pontuação da prova, mas não treinar questões discursivas, além
de ser um erro comum, é um dos fatores que mais contribuem para a
reprovação no Exame.
Muitos candidatos, por
já possuírem experiência prática, confiam todas suas fichas na peça
profissional, contando com a certeza que em, ao menos, uma questão
somará 1,25.
Errado!
Por melhor que seja
sua redação jurídica é fundamental cercar-se de que está apto a
responder as questões discursivas da melhor maneira possível.
Recordo-me de casos de
excelentes candidatos que reprovaram por “caprichar” demais na
elaboração da peça e faltar tempo para responder as questões subjetivas,
levando-os ao desespero para responder ou mesmo sequer responde-las.
5º PASSO (DESCONFIE DOS OUTROS E CONFIE EM SI MESMO)
Aproximando-se a realização do exame é muito comum o sentimento de ansiedade e insegurança.
Não cometa o erro de
muitos, ouvindo aquele “amigo” que aos 45 minutos do segundo tempo, nos
portões do local de prova solta aquelas conhecidas pérolas sobre “cartas
marcadas”, percentual de reprovação do último exame ou então sobre
aquela teoria de Direito Penal, criada na última semana na Finlândia e
que certamente repercutirá no tema das “horas in itinere”.
Fuja dos zumbis!
Confie no teu plano de
estudo, naquilo que você estudou e praticou durante todo esse mês.
Normalmente, ouvir “aquele colega” por alguns minutos fará com que você
duvide até dos seus nomes, fazendo com que você entre em pânico mesmo em
questões tranquilas da prova.
Seja teimoso, confie no que você sabe, não no que o outro acha!
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